Memória - 40 anos da morte do Zizo














O Direito à Memória - E a importância da Memória
Homenagem aos 40 anos da morte do Zizo!









por Olga, Gabriela, Pedro e Vital Balboni











Alguns perguntam qual a importância de relembrarmos a morte de um sãomiguelense que ocorreu há exatos 40 anos atrás. Zizo foi assassinado pelo governo militar de um país submetido à ditadura militar.



Lutava pela liberdade (não a tão pregada em tantos discursos, mas uma liberdade real que permite aos seres humanos decidirem sobre seus destinos), sonhava por um mundo melhor, e à isto dedicou sua vida.



Morreu como tantos morreram no Brasil, no Chile, na Argentina, no Paraguai, etc, lutando contra as ditaduras instauradas.



Foi em 1969, quando tinha 23 anos, que Zizo foi baleado e morto numa emboscada por agentes das forças de repressão. Chegou a São Miguel Arcanjo num caixão lacrado. E a notícia que foi dada a seus familiares, amigos, e moradores da cidade é que Zizo era terrorista. Esta ferida familiar – este trauma –, porém, resultou numa ação construtiva, propositora, criativa.



Em 1998 recebemos uma indenização do Estado brasileiro, que se assumiu responsável pela morte de Luiz Fogaça Balboni, Luizinho, o Zizo. Os irmãos reunidos decidiram investir esse dinheiro na preservação de uma área de Mata Atlântica primária. Assim surgiu o Parque do Zizo, e a ONG APAZ (Associação Parque do Zizo)



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